sábado, outubro 03, 2009

Grandes idéias para os tempos vindouros

Sou daqueles que acreditam que o mundo vai acabar em 2012, mas como isso é uma crença e não certeza resolvi projetar o futuro. Isso por causa de algumas notícias atuais, por exemplo, agora além da copa, vamos ter as olim-piadas. Viramos o país do esporte. E por isso mesmo, tenho um monte de proposta útil, principalmente para Minas Gerais. Visando isso começo com uma proposta básica, todo mundo sabe que o que estraga o mineirão são os cruzeirenses. Até mesmo por que a ciência já provou que o Mineirão é como um pannetone, a torcida do galo é a massa e a da cruzeiro são as frutinhas. Assim como todos sabemos que quando o galo entra para jogar o mineirão treme, quando o cruzeiro entra o mineirão rebola. Então nada mais justo, que vetarmos a presença de cruzeirenses no belo estado de Minas Gerais. A segunda proposta já é pensando mais alto, nas olim-piadas. Elas irão ocorrer no Rio de Janeiro, e aqui é de conhecimento popular de que o que estraga o Rio, são os cariocas. Eles tiram toda a beleza do lugar. Neste caso, pensando na preservação do território, a proposta é simples, vamos expulsar todos os cariocas do Brasil, e aqui digo do Brasil, por que nem baiano merece sofrer com essa raça imprestável, e então vamos agregar o território do Rio a Minas Gerais, que como sabemos é o melhor estado do Brasil. Além de solucionar um problema nacional, ainda ajudamos os mineiros, que poderão deixar de cantar "já que Minas não tem mar, eu vou pro bar". É claro, como mineiros construiremos bares nas praias, quiosques são pra emos virginais. Agora pensando no lado mais subjetivo, com os gringos vindo para cá, é uma boa oportunidade de enriquecer. Neste caso façam estoque de cachaças, e vamos enriquecer vendendo sugar drink ten dolar soldier boy, para eles. Ainda de uma maneira subjetiva, so tenho que tomar cuidado para não beber o meu estoque. Outra coisa que podemos tentar é ensinar aos gringos o verdadeiro português. Por exemplo, quando eles pedirem informação de aonde fica uma localidade, podemos ensinar: "Olha é só vc dizer, sou viado, quero dar, que eles te informam aonde vc quer ir". Ensinamos português, ganhamos dinheiro, e acabamos com norte-americanos que são um problema mundial. Ou podemos indicar o caminho das favelas, mas bem aonde ficam as bocas de fumo, o tráfico barra pesada. Por que good american is a dead american. Como podem perceber, estou lotado de idéias úteis, assim que pensar em mais posto aqui. Té mais.


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quinta-feira, outubro 01, 2009

Desabafo/Dueto

Bom, já vou começar avisando, este talvez seja o post mais pessoal que estou fazendo, e por isso mesmo, algumas coisas podem ficar de difícil compreensão, isto por que como minha formação do momento é em psicologia, quem não é da área pode ter uma percepção meio diferente do que quero realmente passar, mas nem por isso vou deixar de tentar. E o primeiro ponto que tenho que explicar é estou com essas idéias, por que ontem (levando em conta que é madrugada) foi dia de análise, não de analisar alguém, mas de ser analisado, sim ontem foi dia da minha terapia. E foi um dia daqueles, do tipo em que se sai da clínica com quinhentas questões na cabeça, sem chão para se firmar, sem saber o que fazer. E para quem não sabe isso é bom, para a análise funcionar é preciso que isso ocorra. Mas é difícil passar por isto. Quem passou sabe do que estou falando. E algumas das milhares de coisas que me passaram pela cabeça são as que vou escrever aqui. Mas não fiquem triste, para quem quer um conto, escrevo um depois desse desabafo, ou seja lá o que quer que isso aqui represente. Então vamos ao fato, uma das coisas que ao sair da análise de imediato (ou quase), eu pude verificar, é que seria um dia de carência. E falo mais disso depois, de falar sobre pessoas. Quais? Ai que esta, sempre tive a sorte de ter pessoas incríveis próximas de mim, meus amigos (vou usar exemplo para tudo , mesmo sabendo que algumas pessoas vão ficar de fora, infelizmente). O que posso falar de caras como Dedé ou Glaúcio? Porra nos momentos de loucura (que não foram poucos), de mau humor, ou de neurose, esses caras estavam juntos para me apoiar, só tenho que agradecer a amizade que pude ter com cada um. E não só amigos antigos (e para esses dois bota antigos nisso). Quando cursei psicologia, tive o prazer de conviver por anos, com pessoas como a Quel, Deia, Vivi e Debinha, quatro mulheres maravilhosas, que como diriam pularam direto em meu coração para nunca mais sair, e que sinto saudades (e dessas só a Quel deve ler isso, me corrija se estiver errado). Durante todo curso, e ainda hoje, sempre que posso estar com elas, é sempre um prazer. E mesmo agora, com uma nova universidade, tenho encontrado pessoas maravilhosas, como a Mônica, que apesar da brincadeira no último post, o pouco que conheci dela (pelo menos até agora) já me mostrou que é uma pessoa com a qual posso contar, e vice versa, se precisar pode contar comigo viu? Enfim falo isto por que quero deixar bem claro que a carência não é por falta de pessoas que eu admire, e goste, cada uma dessas pessoas que citei é especial a sua maneira, e importante para a minha vida. Nesta momento, imagino que quem não é psicólogo deve estar pensando: -"aha já sei, ele quer uma namorada, isso é falta de sexo". Não entendam mal, namorar tem seus lados positivos, e não é arrogância, pura observação, fica sozinho hoje em dia quem quer, tem doido e doida para tudo, inclusive para fazer companhia. Não é esta questão. A questão, e por isso mesmo é bem difícil entender e bem pessoal, é a nas escolhas. Namorar é fácil, achar uma pessoa com a qual se considere a certa, isso meu amigo é bem mais complicado, e não falo por idealização da pessoa, mas por motivos simples, um deles por exemplo, é que em um relacionamento verdadeiro, deve haver compreensão mútua. Hoje em dia isso é de conhecimento público, qualquer livro de auto-ajuda fajuto te fala isso. Agora procura compreender um psicólogo. Difícil, muito difícil. E por que? Primeiro que quem não é psicólogo tem a falsa concepção de que todo psicólogo, quer e vai ouvi-la. Não bastasse isso, o psicólogo no popular, pode até ser meio doido, mas é um cara muito bem resolvido nas questões da vida, um cara que quase não sofre, que não tem desejos. O que é isso? Besteira, psicólogo é ser humano como outro qualquer, com falhas e acertos, como qualquer um. E até hoje, na prática, no dia a dia, só consegui achar outros psicólogos(as) que realmente entendem isso e aceitam. O que me deixa com uma puta saudade, ainda maior que a normal, das minhas queridas companheiras de profissão. E agora, para ser poético, e romântico, e plagiador, uso de músicas. É essa carência que sinto falta, não de alguém para transar, e ir levando aos trancos e barrancos, mas uma pessoa a qual eu possa dizer com sinceridade que "na bagunça do seu coração meu sangue errou de veia e se perdeu" (Mestre Chico Buarque), e que na depois de uma ausência eu possa cantar ao pé do ouvido "estou de volta no meu aconchego, trazendo na mala bastante saudade, querendo um sorriso sincero um abraço..." (Elba Ramalho) . Enfim, alguém com quem compartilhar os sonhos mais íntimos aconchegado nos braços dela. Não se preocupem, como disse análise faz coisas... Bom agora para não decepcionar quem vem até este blog, para ler contos (devem ser os últimos românticos da face da Terra), deixo um conto abaixo, na verdade, como estou inspirado em músicas, é mais um poema, ou dialogo, ou qualquer definição que quiserem usar.


Dueto

Ele: - Venha ao meu encontro, não mais posso esperar, se a muito te procuro, a muito espero para te amar. E quantas noites varei, quantos bares passei, quantas chuvas apanhei, no caminho a te buscar. E como sofri, as dores que a vida nos traz, quantos falsos amores vivi, procurando em cada um por seu rosto, e como sorri para falsos sabores, que ao fim nada representavam. E nada me bastava, nada me era suficiente. E agora que te encontrei, me entrego em teus braços, faço de mim uma parte sua. E aqui ajoelhado, prometo te amar.

Ela: - Levante-se e não prometa, promessas são vazias, de nada valem, mas venha sim ao meu encontro, também eu não posso mais esperar, e se isto é amor, não posso dizer, vamos aproveitar. Tamanho desejo, tanto tempo passou, em que estive a te buscar, e em suas noites por outros bares passei, as mesmas chuvas busquei. E se sofreu, o mesmo fiz, lágrimas derramei para pessoas que não as mereciam. Meu sorriso, este com o tempo se apagou. Nada mais havia além de dissabores. E agora que chegou, aceito seus abraços, sua parte se encontra com a minha. E sem promessas vamos enfim nos amar.


Por hoje é só pessoal, e se faz sentido já não sei, mas foi o que escrevi por hoje. Abraços a todas pessoas especiais, que fazem da minha vida um tanto quanto melhor.



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sexta-feira, setembro 25, 2009

Mundo estranho

O mundo em que ele vivia, era de fato um mundo estranho. A sua volta sempre havia alguém, se não que com ele morasse, mas ao menos que por ele passasse, e isso creiam, todo mundo sabe é comum. Estranho era o fato, de que há muito já não conseguia perceber as pessoas ao seu redor; assim como as cores que o cercavam, para ele se tornaram cinzas. Sorrir, coisa tão simples, tinha para ele um peso imenso. Um grande esforço lhe era exigido, para fingir alegria, por que a alegria, esta já não tinha mais esperança de recuperar. Havia claro quem tentasse lhe ajudar. Sua família lhe custeou um tratamento psicólogico e psiquiatrico. Seus amigos ligavam-lhe todo dia, iam a sua casa, conversavam. Mas nada surtia efeito. E no fim, seus amigos foram desistindo cansados. Sua família, ainda lhe ajudava, mas tal qual ele, desistiram a muito. Aos que pensam que ele não sabia de seu estado, sabia-o sim. Embora desesperançoso, no fundo de sua alma, sentia uma inveja, um pequeno desejo, de quem conseguia aproveitar a vida. Não pensava em se matar, e por sinal, não gostava da idéia de o fazer. E ainda assim, tudo que conseguia, era sair uma hora por dia, sentando-se em um banquinho de um parque público, sentindo aquela pontada de inveja da vida ao seu redor. Dia após dia, sentava-se em seu banco, e voltava para a casa, banhava-se, ia a cama, e chorava. Seu mundo estranho não tinha heróis, sem amor, sem glória.
Ela havia se mudado, procurando um recomeço. Não que se queixasse da vida, muito pelo contrário, adorava viver. Seu passado era motivo de alegria, rejubilo por ter feito de sua vida algo do qual se orgulhar. Adorava seus amigos, e sua família, a distância em nada interferia, sempre que podia ia ao encontro deles. Mudara-se apenas por que queria novas aventuras, e achava que uma mudança, novas pessoas , novos rostos, podiam lhe dar aquilo que procurava. E sabia que mesmo que para isso, fosse preciso um pouco de paciência, sempre teria o mundo de qual gostava, das chuvas para se molhar, dançando longe dos olhos, das músicas, pedaços do paraíso, ao qual ouvia. Sabia que não tinha tudo, que algo lhe faltava, mas usava disto para sempre olhar ao seu redor procurando sinais que lhe indicassem por qual caminho seguir. Era sobretudo atenta as pessoas, via em cada um, uma oportunidade de aprender, de fazer novas amizades. Shows, teatros, mesmo filas em bancos para realizar pagamentos, tudo era uma nova oportunidade para conhecer novas pessoas. E fosse o que fosse que lhe faltasse, que a deixasse inquieta fazendo com que se mudasse, tinha a certeza de que um dia iria encontrar.
Eis, que um dia, com um fino chuvisco caindo do céu, ela pensou em ir ao parque, sem nenhuma intenção objetiva, queria apenas curtir aquela chuva fina e gostosa que lhe banhava os cabelos, o rosto. Foi quando ela o viu. Sentado em seu banquinho, ele chorava, lágrimas encobertas pela chuva (ou assim ele pensava). Ela não teve dúvidas, tinha que o ajudar. Sentou-se ao seu lado. Sorriu para ele. Ele não reparou. Ela insistiu, chamou a ele. Foi quando então ele olhou em nos belos olhos azuis dela. E sem entender por que exatamente, sem conseguir ao menos pensar, sentiu uma irresistível vontade de retribuir ao sorriso dela. Vendo o sorriso dele, ela colocou como objetivo ajuda-lo, não importando a ela o que fosse necessário. Ela, sem palavras o pegou pela mão, fez com que dançassem. Ele desnorteado só conseguia acompanha-la. Fascinado sim, mas assustado, querendo fugir. Ela não deixava que ele lhe escapasse. Perguntou seu nome, perguntou de sua vida, e mesmo com as respostas secas que ele lhe dava, ela insistiu. Quando por fim a chuva cessou, ele se despediu, com desculpas ruins de que deveria ir para a casa. Ela permitiu desde que ele lhe prometesse encontra-la de novo, no dia seguinte. Exitando ele aceitou.
No dia seguinte, torturando-se ele decidia se deveria ir ou não ao encontro dela. Pensou várias vezes, sua mente lhe dizia para não ir. Mas em um impulso incontrolável, acabou cedendo a tentação. Sabia que ela estaria esperando por ele no parque, e por isto, aproximou-se devagar de longe, ainda incerto se fazia a coisa certa. Ela o pegou de surpresa, viu de longe que ele se movia para frente e para trás, como que por medo de se aproximar. Circulou sem que ele a visse, até se encontrar atrás dele. Colocou a mão em seus olhos, perguntando quem era. Assustado ele se virou, mais rapidamente do que gostaria, o que fez com que seus corpos, ficassem intimamente próximos. Ela, desejosa, não exitou, beijou-lhe. Ele mente vazia, aceitou. Não fez por onde retribuir, mas como ela percebeu, também não foi capaz de resistir.
Nos dias que se sucederam, eles se encontraram religiosamente no mesmo horário, sempre no mesmo local, e pouco a pouco, ele ia se abrindo para ela. Pouco a pouco seu sorriso lhe retornava. Viviam um dia de cada vez. Ele por medo, ela por saber que se o apressasse ele fugiria. O mundo dela colidiu com o mundo estranho dele. Suas vidas começaram a se fundir. Beijos desejosos, passaram a ser beijos carinhosos, caricias no cabelo, caricias no rosto. A vida dela livro aberto passou a lhe fascinar. A vida dele, antes cinza, começou a ganhar cores. A chuva antes dela, passou a ser uma agradável lembrança a dois.
E o tempo, inquieto como sempre, passou. A amizade virou amor. A depressão deu lugar a alegria. Hoje vivem juntos, falam do passado sorridentes. E quando perguntam o que faltava a ela que a fazia mudar de cidade, e o que faltava a ele que lhe tingisse de cores o mundo, ambos em um único coro, respondem quase a gritar: Amor.

Bom, o conto de hoje termina neste ponto, espero ter entretido a vocês, que lêem meu blog, e deixo uma observação, este é um daqueles contos com dedicatória, este vai para Mônica Aha. Apesar de ser meio sociopata, ela é gente boa. E um dia posto alguma coisa sobre a vida real, explicando o por que do sociopata. Por hoje é só. Abraços a todos, e de novo errar no português é normal, mas ando pior por que ainda não consegui consertar meu corretor, que insiste em querer corrigir o português como se fosse inglês. See you next time.


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Now playing: Agua de Annique - What's the reason?
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sexta-feira, setembro 18, 2009

Para se passar o tempo

Quem me conhece já sabe de alguns hábitos, um deles que cultivo a anos, minhas amigas psicólogas devem se lembrar, é o de ler, normalmente livros, em sala de aula, principalmente quando a matéria em questão me entedia. E em qualquer curso, em qualquer faculdade, existem certas máterias que não fazem o gosto, não somente meu, de qualquer pessoa. Neste semestre não me é diferente, felizmente de todas as matérias somente uma me desagrada. E como tenho que esperar a van, normalmente sem um centavo no bolso, acabo assistindo a matéria, e aqui deixo claro uma falha da UFMG, o horário de funcionamento de quase todas as áreas (biblioteca, lanchonete, etc...), é as nove horas da noite, o que para o estudante do curso noturno é um tremendo inconveniente, a lógica e o certo seria de que o funcionamento geral parasse junto ao término das aulas, dez e meia aproximadamente. Por falta do que fazer, mesmo não gostando da matéria em questão fico em sala de aula (calouros não matam aula, quando achar uma pessoa para ficar do lado de fora batendo papo não penso duas vezes). Enfim, o que faria em geral seria ler um livro então, mas como ainda estou com receio do professor, optei por outro passatempo. Pedi a duas pessoas que me falassem alguns verbos, com os verbos dados, escrevi mais um pequeno conto, para a alegria da galera, qualquer crítica ao conto, culpem as garotas que forneceram os verbos. O conto segue abaixo:

Estudantes

A primeira impressão quando a vi, foi a de que estava diante de uma pessoa focada, uma pessoa determinada a seguir com paixão os rumos do estudo. Atentamente, ela ouvia a cada palavra que o professor lhe dizia. Sorvia a sabedoria de um debate, sorrindo, como quem pede por mais. Sua dedicação em estudar, dava-me a sugestão de que nunca teria um lugar em seu pequeno mundo, tão vasto em conhecimento. E como tudo que na vida pode-se dizer como previsível, estava a minha humilde pessoa obviamente errada. No primeiro contato, bastou uma troca de sorrisos, para desencadear uma enxurrada de palavras, carregadas de emoções e idéias reprimidas de desejos ainda por vir. No segundo instante a vida tocava sua canção em nosso coração, arrematando a paixão de se viver, no impulso de amar um ao outro. A partir de então, nossos momentos, instantes vividos, estudos passados tornaram-se pura diversão, paixonite adolescente. E o romance adolescente de dois adultos, fazia mais novos a cada um dos dois. Cinemas, shows, bares, amigos, tudo se fazia motivo para sair. Sair, claro era razão suficiente para nos encontrarmos, e isto por sua vez deixava implicito uma louca vontade de andar sempre a sorrir. E a vida como sempre imprevisível, fez-se presente no destino. Um atraso, alguns minutos, um acidente banal, uma vida que se perde no dissabor da fatalidade. Todos os sorrisos, agora apenas lembranças, todo o amor evaporado no tempo, no ar. E agora neste pequeno requiem, peço que o único desejo que tenha possa se realizar. Cala-te coração!

quinta-feira, setembro 10, 2009

Como ser um true headbanger

Este é um tópico em tópicos portanto caro leitor leia cada parte na ordem que melhor lhe aprouver mas lembrem-se somente aqueles que entenderem da vida headbanger vão entender do que falo, e lembro vos, de que não sou mais um ser misantrópico, soturno, cabeludo, tatuado, cheio de piercings, ou seja um tipico headbanger, mas como participei ativamente por um bom tempo deste movimento sei algumas seriedades do meio. Sente-se, relaxe e leia. Os tópicos vão pela minha memória, não por ordem de valor.

1) Ouça muito metal, quanto mais alto melhor, e curta pra caralho essa porra. Se não sabe por que um headbanger tem que ouvir metal, nem leia, melhor ler outra coisa ouvindo emo, e enfia a opinião no meio do rabo.

2) Sim, este é um post cheio de palavrões e ofensivo, por que headbanger que não fala palavrão e que não tem atitude é uma putinha emo querendo dar.

3) Tenha em mente que metal so perde em valor pra mulher, por que metal é macho porra! Se tu é uma mulher lendo isto e é headbanger tu é macho pra cacete.

4) Beba até cair, depois levante e beba mais, bebida em excesso so faz mal se tu for uma franga chorona achando que ir ao shopping é o must.

5) Headbanger não dorme , conta bodes pretos saídos direto do inferno, e pulando a fogueira de satanas.

6) A única coisa melhor do que ir a um show de metal, é ir a dois, melhor que isso é so se em cada show tu sair acompanhado de uma gostosona.

7) Se acha isso um monte de merda é por que nunca viu headbanger conversando, quanto mais zoador mais headbanger tu é.

8) Se não aguenta zoeira, procure qualquer merda que tenha falado de emos, e faça, apesar de que tudo vai terminar com tu dando.

9) Não interessa como vai arrumar tempo, tenha pelo menos uma banda, headbanger sem banda, é igual heterossexual que não transa, ou é virgem no assunto, ou ta é tirando onda.

10) Ex - headbanger é igual a ex - viado e ex - fumante, não existe, isso é estilo de vida não passatempo .

11) Existe sim, o headbanger que fica véio, por que véio essa merda de mundo é foda e todo mundo tem que trampar uma hora ou outra, e headbanger véio é uma desgraça, cai cabelo, figado começa a falhar, mas o metal nunca falha!

12) Esse aqui vai pra quem conhece do assunto, headbanger que é headbanger também curte um futebol, mas tem que torce pro time certo, metal escolhe time preto e branco, time cheio de cor, cheio de azuis, é coisa de maria.

13) Todo ser humano tem o sonho de ser rico, o do headbanger é mudar para Wacken e sobreviver por várias temporadas.

14) Headbanger gosta de truco, por que é o momento ideal de confraternizar com amigos, com frases como : "Seu ladrãozinho de merda, pega sua dentadura enfia no cu e da risada porra."

15) Não basta insultar, tem que inventar expressões, do tipo de "um cu dentro do outro". Tentem imaginar o que é isso.

16) Churrasco é so uma desculpa pra reunir ouvindo metal, bebendo igual um condenado, e torcendo pra aparecer alguma mulher.

17) Eurotrip é redundância de "quero viajar bebendo pelo mundo todo, ouvindo metal e tentando fazer sexo com todas".

18) Pessoas comuns querem animais de estimação , headbangers querem animais para serem companheiros no golo.

19) A falta de noção da pessoa comum é o dia a dia do headbanger.

20) Futebol é um esporte radical com headbangers. Jogar com pessoas de coturno, tentando acertar uma latinha de cerveja amassada, e acertando so a canela um dos outros, é um exemplo do que é o futebol headbanger.

21) Como um headbanger conta dinheiro? Ele pega seu contracheque e diz "Porra descontaram muito do meu sálario, esse mês so recebi 3 caixas de cerveja, 6 doses de cachaça e alguns picados."

22) Trocado na mão de gente comum vai pro porquinho na do headbanger vira junta junta pra cachaça.

23) Todo headbanger é um filho da puta uns com os outros, mas tenta mexer com um deles para ver o que acontece.

25) Ta procurando o tópico 24? É um emo mesmo, uma biba louca. Vai procurar 24 la na torcida azul rapaz!

26) Ou se tu ta querendo mais dica, toma vergonha na cara e vai fazer algo melhor porra!

E por enquanto parei aqui, mas tenho certeza, de que este é um post que vai render mais assunto, assim que tiver mais assunto volto a escrever.



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Now playing: Cadaveria - Spell
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sexta-feira, setembro 04, 2009

Desistindo...

Eu meio que desisto, e peço ajuda, alguêm pode me explicar como a vida funciona? Eu sei, eu sei, como psicólogo tenho que entender disso, mas falem a sério, vocês nunca acharam que a vida poderia estar de sacanagem com vocês? Então me expliquem, que diabos ocorre que nada se encaixa como deveria?

sexta-feira, agosto 28, 2009

Divagando um pouco

Depois de tanto tempo sem escrever, eis que retorno, e acredito que neste momento, quem de vez em quando passa o olho neste blog, já deva ter se acostumado, é uma metamorfose constante de estilos, que posto. Hoje, decidi só divagar um pouco. Mas antes algumas desculpas, meu conto sequencial não foi pra frente, muito embora eu tenha quase toda a ideia em minha mente, fiquei desanimado para escreve-la, um dia quem sabe retomo o fio da meada e escrevo uma merecida conclusão... Hoje vou apenas citar aqui como me faz bem retornar aos estudos. Algumas pessoas obviamente sempre me perguntam, mas você não gostou de formar em psicologia? Vou começar por este ponto. Gostei, e gostei tanto que retornei aos estudos. São situações diferentes , mas para esclarecer um pouco quem me conhece vagamente, ou quem conhece mas não entende a decisão. Quando cursei a Fumec, eu tinha uma vaga ideia do que seria o curso, e mais vaga ainda, do como funciona uma universidade. Adorei minha experiência, por vários motivos, o primeiro que sem dúvida alguma tenho que citar foi minha sala. Adorei e adoro as pessoas com as quais estudei, e eu sei to devendo com urgência uma visita, ou melhor ainda arrumar uma festa e sair com minha antiga sala. Vou tentar fazer isto o mais rápido possível. Mas voltando, conheci pessoas maravilhosas enquanto estudava psicologia. Ai fica a pergunta, mas e o curso, o conhecimento? Recomendo a todos, o conhecimento que o curso de psicologia lhe dá, é ao mesmo tempo prazeroso, e sutil. Prazeroso no sentido de que , muitas das matérias, eu realmente gostava de assistir, outras nem tanto, mas isto caro leitor, acontece em qualquer curso. Sutil, por que é um conhecimento da vida e para a vida, e mesmo a pessoa que não vá trabalhar com ele, vai usa-lo algumas vezes sem perceber. Vou usar um exemplo, eu estava conversando, com uma amiga, que cursa letras comigo, em uma sala (Ufmg não é uniforme, é uma sala por matéria), e falávamos sobre pessoas que conhecemos, e ela me perguntou por que eu achava algo de uma pessoa, por que não poderia ser outra pessoa. Sem perceber expliquei: - "Bem, a personalidade desta pessoa é mais extrovertida...", ela em um momento, me cortou e disse : - "A o psicólogo falando". De fato, estava usando meu conhecimento de psicologia e nem havia percebido. Psicologia é assim sutil. E trabalhar com psicologia? Bom ai já é mais complicado, por que envolve o gosto pessoal, na área escolhida, por exemplo , se a pessoa gosta de trabalhar com RH, ela vai ser mais feliz profissionalmente (é uma das áreas mais requisitadas), e assim por diante. Neste sentido recomendo a todos estudarem psicologia pensando no prazer, se pensarem apenas no dinheiro, façam outra área! Agora comparando, as diferenças, Letras, eu já comecei sabendo o que esperar, tanto do curso, das matérias, quanto como é uma universidade e seus trabalhos (claro que Fumec é diferente da Ufmg, mas de uma maneira geral, quem fez uma universidade, já possui uma base de como funciona). Tem matéria que eu não gosto? Tem claro, já disse acima, sempre, e em qualquer curso, algumas matérias serão desagradáveis. Mas em geral adoro, e entrei sabendo quais matérias teria, ou seja já sabia o que esperar. É sempre bom? Claro que não, vai chegar um momento com trabalhos em cima de trabalhos, que estarei mandando a tudo e a todos para a puta que pariu. Universidade é assim. Mas estudar de novo? Bom quem me conhece já sabe que eu sou uma versão brazuca do nerd. Isto por que nerds norte - americanos, estudam mas não saem, não se divertem não bebem, mas nos brasileiros somos mais espertos. Eu saio encho a cara ( só de refri claro), quem conhece sabe. Quem não conhece volta mais no inicio do blog e lê as histórias, e História escrita desta forma, são reais mudei nomes em alguns casos, usei apelidos, mas são fatos que aconteceram. Por que como diria uma cronica que me enviaram nos tempos remotos, no Brasil não tem nerd. Temos o meio intelectual meio de esquerda. Aquele tipo que faz uma universidade, e depois da aula vai para o bar tomar uma gelada, pedir carne de sol com macaxeira, e enquanto o resto da turma não chega, discute futebol com o garçom. No meu caso alguns me chamam de cabeção, o que da na mesma, por que no fim das contas tudo termina em tira gosto e cervejas, quer dizer refrigerantes. Voltando a questão da universidade então. O que resta falar são das pessoas; bom primeiro estou a muito pouco tempo no novo curso. Então afirmar que vou fazer amizades, etc, não posso, é muito cedo ainda. Mas estou em um ambiente que permite este tipo de situação, quem formou comigo, não todos claro, mas boa parte, sem saudades disto, do clima universitário, de conhecer pessoas. Não sabe como isto funciona? Estuda, e faz um vestibular que vai entender. Mas por que certas pessoas não conseguem ou não acham isto? Bom, neste caso é como eu disse a uma grande amigo, que possui um excelente blog, o qual disponibilizarei no fim do post o link, o seguinte, não é por estar em uma universidade, que você vai conhecer pessoas, ir a festas, se divertir. É aquela ideia , uma pessoa pode estar no meio de cinquenta mil outras pessoas e nunca conhecer ninguém, tudo depende da pessoa. Vou usar um exemplo meu de agora. Minha primeira aula de literatura, sentei no fundão (alergia ao quadro). O professor passou o cronograma. Ao fim tinha uma divisão de grupos, em seminários, que teremos que apresentar bem ao fim do curso. O professor sugeriu que já montássemos os grupos, por não nos conhecermos, e para evitar formações de panelinhas. No que ele disse isto, eu e mais alguns no fundão já nos unimos , e criamos a panelinha do fundão. E começamos a conversar ali mesmo, sobre nossa recêm montada panelinha. Eu conheço pessoas, que entrariam em grupos, somente depois de convidados, e não procurariam conversar sobre as pessoas do grupo, passando assim a conhece-las. Eu conheço quem formou e que com sorte fez amizade com uma única pessoa! Acontece, vai de cada um. Eu por minha vez, em duas semanas lá, já conheci inúmeras pessoas, incluindo uma professora (que não é a minha), e que conheci como pessoa não profissional, só fui descobrir que era professora bem depois, conheci um sueco, e pasmem, eu que sou ateu, conheci até grupo de reunião de alunos com fé carismática! E eu acho muito bacana essa diversidade, esta oportunidade de expandir a mente. Estou gostando tanto, que reencontrei até mesmo meus objetivos perdidos. Nem tudo são flores, em alguns momentos irei me aproximar do surto (mais um pouco). Mas recomendo. E aproveitem, quem resolver seguir este caminho. Universidade não é somente sala de aula. Universidade vai bem além dos muros que a cercam. Saiba aproveitar. Como eu disse no principio do post, usei hoje só para divagar e expressar minha opinião pessoal. Mas com o animo que estou não demora muito para voltar, mesmo que só para deixar um conto. E para não falar que o humor morreu, vou finalizando com algo clássico, que alguns amigos já ouviram, outros não. As palas de um calouro (por que todo calouro é burro, mesmo o que já sabe o que faz). Primeiro erro: Pego minha matrícula, procuro a sala, entro na sala, confirmo com as pessoas do lado, se estava na sala certa. A professora entra, começo a anotar. Eis que a professora percebe que a sala esta estranhamente cheia. Resolve fazer chamada. E o que acontece? Eu e metade da sala, incluindo os que perguntei se estava na sala certa, erraram a sala. Ai pala dada , segui com uma parte da turba enfurecida em busca da sala perdida, por fim acabei achando (e interrompendo a aula de um professor duas vezes). Segundo erro. Aproveitei uma folga, e o fato de estar em uma grande universidade e fui em busca da biblioteca de outro prédio (fafich) procurar livros de psicologia para estudar matérias de um concurso que irei tentar. Entro no prédio, pergunto ao funcionário aonde fica o biblioteca e para lá vou. Chego la e começo as perguntas. Como faço para pegar livro sendo de outro prédio, quantos posso pegar e assim por diante. Término perguntando, se para poupar tempo, sabiam se ali poderia encontrar livros de concurso público. A funcionária disse que teria alguns , mas dependeria da área. Ao que falei psicologia, ela me disse que provavelmente tinha, mas na biblioteca da fafich, que ficava em outra parte, aquela era a biblioteca de economia. Pois todo calouro erra. Errar é humano e típico de calouros. Bom deixo aqui um abraço a quem for ler, e o link para o blog: http://hellishfireblast.blogspot.com/2009/07/os-filhos-da-idade-dourada-vagam-agora.html

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Now playing: Jason Mraz - Lucky (feat. Colbie Caillat)
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terça-feira, abril 21, 2009

Última caminhada

Última caminhada

Caminho sobre o fraco sol do inverno, ventos a despentear os meus cabelos, sigo em diante, sigo a melodia da vida ao meu redor, noto, talvez pela primeira vez consciente, de cada detalhe que encontro enquanto ando, vejo e admiro em um parque folhas que caem de árvores, majestosas , belas. Flores que estão ali a espera do seu término. Noto nos brinquedos crianças com seus pais. O amor e dedicação nos olhos de mães aflitas que ainda não sabem como agir com seus filhos, e talvez nunca venham a saber. Casais enamorados, sentados com mãos entrelaçadas, beijos tímidos. Cachorros que correm , sabendo como nenhum humano sabe, aproveitar ao dia, simplesmente se deleitar com as pequenas coisas. Passo em seguida por ruas que se entrelaçam, me lembram tantas outras ruas por que já passei. Em uma delas uma livraria, nada de especial, nada de única, mas me lembra tantos bons livros que já li, tantas horas vivendo aventuras que somente as palavras podem trazer. Sento em uma cafetaria. Peço um café, que tanto me agrada, como diria um escritor "Negro como a noite, e doce como o pecado". E aproveito aquele momento, e escrevo , penso. Com meu celular ouço algumas músicas. Relembro tempos em que fui criança a brincar. Mas mais importante, neste momento não deixo de associar o que vi em meu caminhar, com minha própria vida. Das árvores e flores me recordo o meu gosto pela mãe natureza. O inverno, basta que diga, é o tempo que mais gosto, é o tempo em qual me encontro, me dedico a escrita, me dedico a pensar. E enamorar-se? Quem nunca se enamorou não perca tempo. Apaixonar não é somente bom é necessário. Lembro de uma garota que conheci em uma praia, acompanhado da minha família, assim como ela com a dela. Mas por motivos que ainda não o sei, nós gostamos de conversar. E um com o outro saímos em uma caminhada, outra que não esta. E com ela descobri afinidades, descobri desejos comum. A caminhada virou uma semana, que logo se tornou duas. Caminhamos debaixo de uma chuva fina, observando esculturas de areia. Paramos em bares, aonde nada mais interessava além de nós mesmos. Trocamos presentes, que hoje se perderam na margem do tempo. E por fim, nos despedimos com beijos e lágrimas debaixo de uma chuva torrencial. E quis então o destino que nunca mais nos víssemos. E ali naquele café, não chorei um passado que não vivi, ao contrário agradeci, ter tido uma chance como esta, que mesmo com pouca duração, é única, e sempre vai estar viva na memória. Lembrei - me também de meus amigos. De quantas vezes já não subimos montanhas, com um violão, muita loucura , bebidas, para virar a noite e ver o sol nascer. Quantas bobagens ditas no perder da noite, que nos fazem a alegria. Uma mesa de bar, uma pessoa nova, um motivo para sorrir. Todas as músicas que escutei com amantes e namoradas vieram a mente. Por que sim, existe uma música que lembra a uma pessoa, por bem ou mal, sempre existe uma música para cada momento. Os animais que tive, gatos , cachorros, passáros , tudo me vinha. Todas as lembranças. Mesmo as de brigas que tanto tempo levei para reprimir. Brigas com mulheres que poderiam se tornar muito mais do que foram. Com amigos, em que a desculpa ficou presa na garganta, e por medo e receio, foi-se o amigo a mudar, e a amizade com as bruscas palavras deixadas. Lembro - me da primeira vez em que fiz uma mulher sorrir, foi também a primeira que jurei amar. Lembro dos trabalhos pelos quais passei. Nem todos bons, mas todos acrescentaram algo ao meu viver, por que para aprender algo basta esta vivo, e para amar basta olhar para os lados de vez em quando. E prestar atenção sempre, por que a oportunidade pode estar ao seu lado, mas de nada vai adiantar de você não olhar. Peço mais um café, no clima da nostalgia. Meu caderno que deveria estar cheio não passa de espaços em branco. Em casa, abro um bom vinho, aqueles que se abrem em ocasiões especiais. Bebo, lentamente, deixando cada gole ser apreciado com a calma de quem tem todo tempo do mundo. Começo a escrever as linhas que se fazem acima, e imagino o que mais posso escrever. Tantas experiências, tanto viver. Mas não consigo. Pois caem lágrimas de meus olhos. Não consigo evitar o choro que havia reprimido. Deixo as lágrimas secarem. E quando já não mais consigo chorar, volto a escrita. Escrevo os agradecimentos a todos os amigos, presentes e ausentes, a toda a família que sempre esteve comigo, a todos os amores. Escrevo minhas lembranças. Escrevo e agradeço a vida. Não existe vida que seja inteiramente boa, o segredo é conseguir passar pelos maus momentos e aproveitar os bons como se fossem únicos. Caminho com esta carta, escolho um livro , um dos muitos em minha estante, um dos que prometi a um amigo , e o fiz prometer que levaria para ele, mesmo quando este se recusou a aceitar o presente. E que sei que ao fim, ele irá levar. Deixo dentro do livro, por que não contei a ninguém ainda, e sei que não terei tempo para isso, da doença que me aflige. E sei que terei tempo, pois do tempo determinado pelo médico, já estou com um dia a mais, talvez não consiga nem chegar ao livro, talvez chegue ao fim da semana, mas é provável que tudo acabe em pouco tempo. E por isso, pra você meu primeiro leitor com seu presente fica esta carta. O livro é seu, a carta é para todos, um pedido de desculpas por não ter contado a tempo; e também para ela, para que saiba o quanto a amei, e por que me ausentei da vida dela , sem explicações. Não queria que sofresse mais do que já irá sofrer. E me despeço por fim, por que não, usando as palavras de uma banda que sempre ouvi. A todo o mundo, a todos meus amigos, eu os amo, eu vou partir... Adeus.



Explicações:

Aos desavisados, que chegaram ao fim da carta. Ela é fictícia, misturo alguns fatos reais claro, mas não precisam ligar, nem se preocupar, e assim por diante. É apenas um conto, mas neste caso usei de nostalgia e ideias góticas. Nem todo conto pode agradar a quem vá o ler. Portanto não se assustem. No próximo tento outro estilo.



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segunda-feira, março 23, 2009

Sobre jogos, shows e contos

Neste domingão, dia da preguiça, fui junto a amigos assistir ao jogo do poderoso Villa Nova contra o time do Atlético Mineiro. E como proposto fui disfarçado de atleticano, já que eu não tinha a minima vontade de suicidar. O jogo em si teve apenas a falha do placar injusto que deu a vitória ao time do galo, mas não é sobre o jogo em si que quero falar , e sim sobre o Mineirão. Primeiro lugar no show do Iron, pude ver a torcida cruzeirense entrar no campo, e comparada a grande massa atleticana que vi neste domingo posso dizer não era nada. É realmente impressionante a torcida atleticana que merece todo meu respeito. Uma enorme massa unida para torcer pelo seu time, em uma festa animadissima. Pretendo voltar la em algum jogo que não seja contra o meu time, o magnifico leão do bonfim, que por sinal, lutou com raça mesmo perdendo, e ficou claro que o que falta ao time é sim investimento, garra o leão tem. Quanto ao galo, so a torcida já me deixou animado e com a vontade de um próximo jogo. É impossível descrever como é estar em um mineirão lotado, tremendo com o peso dos torcedores, e toda a agitação. E depois fui ao show na praça da liberdade do compositor/pianista/violinista Gabriel Guedes, filho do ilustre Beto Guedes, e neto de Godofredo Guedes que por sinal era o homenageado do show. Bom o show em si foi maravilhoso. Excelente músico esse garoto de cabelos grandes, vestido como membro do slipknot sem a máscara. E com excelentes convidados, o pai é claro, Toninho Horta, Paulinho Pedra Azul, Marina Machado (que cantou de forma maravilhosa uma música composta por ele para sua segunda filha, para a primeira filha ele mesmo cantou a música). E que variação, chorinho, samba, mpb em geral, música classica (Beethoven - Moonlight sonata nessa hora confesso quase chorei, é uma das peças de Beethoven que mais gosto). O que me levou a pensar, neste nosso país a música inteligente virou marginal. O que as pessoas querem são músicas sem inteligência alguma, que em geral desvalorizam a mulher, são machistas, e sem nenhum conteúdo. É uma vergonha, que músicas as quais podem realmente acrescentar algo, como uma boa idéia, ou um sentimento gostoso, são rejeitadas pela grande maioria. Mas enfim gostei muito do domingo, espero repetir tanto o bom jogo, quanto a boa música. Agora vou abrir espaço de novo para contos (to treinando), dois hoje, o primeiro bem romântico, o segundo também , mas no segundo pretendo fazer uma surpresa ao fim. Espero que gostem.


Romantismo


Era um casal como esses de hoje moderno, haviam a pouco decidido a morarem juntos, e viviam tranquilamente suas vidas, talvez deva dizer, não era para eles um teste, era de fato amor que os unia e ali juntos se amavam. E deu - se então o dia em que completaram um ano de vida a dois. E ele gostaria de fazer a ela uma surpresa, desejava isso por que a amava, mas também por que queria e sabia da importância de criarem memórias. Decidiu então sair do trabalho mais cedo, e surpreende-la em casa. Depois de planejar os detalhes com antecedência dedicou-se a realiza-los. Pediu ao chefe a licença e obteve. Preparou a casa com esmero, deixou tudo perfeito em seus devidos lugares. Espalhou pela sala aonde jantavam, velas. Foi então preparar um jantar que a tempos sem que ela soubesse, vinha aprendendo como fazer. Deixou liquidos , destes que colocamos para esquentar e odorizar a casa, espalhados pelos comôdos, escolheu no computador músicas românticas de que ambos gostavam. No quarto espalhou rosas artificiais pela cama. E quando deu-se o tempo dela chegar, acendeu as velas. E foi lhe abrir a porta com rosas na mão. E quando ela lhe perguntou para que tudo aquilo, ele lhe disse que nada o que ele pudesse fazer seria suficiente para mostrar todo seu amor. E enquanto ela observava tudo admirada, ele a levou pelas mãos a cadeira da sala em que jantavam, a deixou sentar e lhe mostrou o jantar. E enquanto ela sorria, evitando as lágrimas, ele colocou o cd com as músicas que tanto gostavam e combinava com o ambiente. E depois de comerem, sem que ela ainda tivesse absorvido a tudo aquilo, ele a levantou delicadamente. E em pé juntos encostou o corpo dele nela. E a fez dançar ao som de uma música, em inglês, que nos ouvidos dela ele sussurrava traduzindo a ela (mesmo que ela já soubesse a tradução). Ele lhe cantava em sussurros: "Algum dia, quando eu estiver terrivelmente chateado, Quando o mundo estiver frio, Eu me sentirei bem só de pensar em você, E como você está essa noite, Você é adorável, com seu sorriso tão aconchegante, E suas bochechas tão macias
Não existe nada para mim além de amar você, E como você está essa noite, A cada palavra, sua ternura cresce, Levando meus medos embora, E aquela risada que enruga seu nariz, Toca meu coração bobo, Sim, você é adorável, nunca, jamais mude, Mantenha esse charme que me tira fôlego, Você não irá, por favor, arranjar isso? Pois eu te amo, Exatamente como você está essa noite." E assim com os corpos juntos ele lhe beijou, e sem pensar muito a carregou levando ao quarto. E então ela viu as rosas espalhadas, e não mais aguentando começou a chorar. Enquanto ele gentilmente a deitada na cama, ele foi lhe beijando. Deixando suas lágrimas secarem com seu toco. Calmamente ele lhe despiu, se despiu. Beijou todo seu corpo, sentiu seus arrepios, seu desejo, nele mesmo e nela, refletidos um ao outro. Tocava-lhe os seios, enquanto a penetrava. Gemiam juntos. Sentiam juntos. E juntos se amaram. E quando por fim, exaustos, não aguentavam mais, dormiram. Dormiram abraçados um ao outro. E como diria na música de Chico Buarque - Valsinha: "E o mundo compreendeu, e o dia amanheceu em paz"

Este conto é dedicado a Kamila, que ao conversar comigo no msn, me inspirou, e fez com que surgissem as idéias acima. A música sussurrada é de Frank Sinatra - The way you look tonight, que vou adicionar aqui, mas em outra versão que prefiro. Prometi dois contos, mas o segundo vai ter que esperar. E espero que tenham gostado. Abraços a todos.

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Now playing: Rod Stewart - The Way You Look Tonight
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terça-feira, março 17, 2009

Paisagens da janela

Dia chuvoso, bonito como só a natureza pode ser. Dia que corre como a paisagem passa pela janela do ônibus, trazendo as lembranças de um tempo de outrora. Um tempo aquele, que de criança trazia o sorriso das travessuras realizadas ao céu aberto, com a chuva a cair... Tempo que se foi junto aos pulos dados em poças d'água, de saltos felizes em brincadeiras de moleques. Vida de criança com sua única preocupação de viver... E a chuva de criança, repentinamente cessou. Tornou - se chuva de adolescente. Rebelde, cabelos longos ao vento. Brincos espalhados pela face. Nas orelhas. E a chuva ali, sempre presente. Molhando a apaixonados namorados que se beijam afobados. Perseguindo amigos que acabaram de comprar os cds a tanto almejados. Chuva que perdeu sua inocência. Que já não que so mais viver. A própria vida esta já quer muito mais. Quer amar, e quando ama, quer parar de sofrer. Quer tudo e nada tem. É a chuva rápida, afobada, despreocupada. Chuva que também se foi. Junto com a adolêscencia. E a chuva para? Não.. Segue com o tempo, um tempo agora que se faz adulto. Um tempo em que sorrir não basta. Agora neste tempo, o ter que importa. Ter para as contas que se acumulam nas gavetas. Ter alguém do lado, para espantar as noites mal dormidas. Ter aonde, para compartilhar com as pessoas de quem se importa, um local que chame lar. Toda despreocupação da infância inexiste levada pela chuva. E então a chuva... Ela segue seu rumo, por destinos desconhecidos, rotas alteradas de uma vida ainda por ser. E eu? Espero te encontrar na chuva que o futuro trará...


Texto literalmente escrito dentro do bus. Pessoa que se acha escritor é foda.

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segunda-feira, março 16, 2009

Asylum - The longest post

Refletindo

Para variar depois de um tempo sem escrever, tenho que atualizar um sem número de informações e seguindo minha linha de raciocinio , na qual tenho que escrever um conto por post para treinar, pretendo ao fim das atualizações e reflexões, deixar uma nova história, o problema é que depois de horas perdidas de sono, cafés e rapés, e uma imaginação fértil, cheguei ao limite. Assim sendo acredito que este deva ser o post mais longo que jamais quis escrever, talvez um tanto quanto confuso pela variedade dos assuntos, e com o conto mais cabuloso do momento. E chega de enrolação, direto ao ponto, primeira reflexão, como não podia deixar de ser : O carnaval. Eu sei que tudo tem seu apogeu, e que inevitavelmente as mudanças ocorrem, mas fico triste com o fato, de que no país do carnaval (e do futebol), a nova tendência é a de desestruturar e lentamente acabar com este evento social. Muitas pessoas me disseram, que é certo tornar o carnaval algo mais limitado, e eventualmente mais sutil. Evita -se bagunça , confusões, e outras coisas mais. Até entendo quem fala isto, mas o detalhe é, o carnaval sempre foi uma festa de dois lados, para aqueles que gostam, é cair na farra, é esquecer limites, curtir, festejar, sem pecado e sem medo, afinal a festa é pagã. E aqueles que não gostam , geralmente viajam, aproveitam o feriado para descansar, sitios, fazendas, praias mais isoladas, opção nesse país grande é o que não falta. Mas o que vem acontecendo é justamente uma verdadeira falta de respeito, aonde não de da mais ao povo as duas opções, o que se ve é exatamente uma ruptura com a festa, e uma diminuição de tudo, de blocos, de trios, do próprio carnaval. E por que não dizer? Sacanagem, e não das boas esta. Se não gosta do carnaval, fica em casa descansando, mas não acabe com a festa dos outros. E no país do futebol (e do carnaval), não é so com a festa que acabam, o futebol também passa a ser desvalorizado. A quem diga, que um time como o Villa Nova, nunca ganha nada mesmo, mas dai para uma total falta de investimento e interesse dos dirigentes, que não posso provar, mas digo assim mesmo, devem é estar desviando verbas, o time do Villa passa talvez por sua pior fase em anos. Que não ganhe, mas ao menos deixem que o time tente, que se pague aos jogadores, que se invista em contratações. Do jeito que as coisas andam, não vai sobrar tradição alguma, e a nossa cultura cada vez mais perde seu lugar. Qual o próximo passo? Proibir churrascos? Eu não sei muito bem o que se passa nos dias de hoje, mas as pessoas estão achando que envelhecer é deixar de viver, e aproveitar a vida. É ficar em casa, sem fazer nada, so vendo Tv, e aberta ainda por cima, com seus programas de domingo que acabam com a capacidade intelectual de qualquer pessoa. Como o carnaval, como o futebol, se não gosta, não faça, mas não impeça aqueles que gostam de se divertirem. E como na vida tem coisas boas, aqui vão as boas novas do momento. Apesar de certos politicos querendo acabar com a liberdade na internet, cada vez mais os usuários se unem, e fazem daqui um espaço aberto a novas idéias, linguagens, culturas. E meu primeiro dever falando da internet, é expressar o meu apoio o lengendastv. fecharam um dos melhores sites de legenda, mas como o apoio dos usuários, novos, sites são criados, novas legendas. E aqueles que como eu gostam de baixar filmes, e não por que são pirateadores, mas sim, pelo fato, de que se nos limitarmos, ao que o cinema, e as locadoras tem a oferecer, so assistimos blockbusters norte - americanos, enlatados e todos iguais. E o melhor do cinema ta bem longe dessa região. Tem muito filme bom , feito fora de la. É so procurar, e ai vai uma dica que falo com todos. Vai no tio google, por que ele sabe tudo, e digita FARRA. Fórum de agrupamento dos revolucionários da rapadura açucarada. Parece zoeira, mas não é. Tem muito arquivo gratuito la, e é so se cadastrar! Otimo fórum, otimo trabalho do pessoal do site. Cultura, liberdade e diversidade para todos!! E nisso tenho que falar, da psico-girl, que recentemente conheci, pelo advento do msn (não te disse que ia ser tema de post?). Quando eu penso que em um mundo tão grande, as pessoas estão cada vez mais massificadas, cada vez mais iguais, e se pelo menos fossem iguais com inteligência, mas não iguais, a cópias da televisão aberta em que insistem em assistir, pois é quando penso nisso, tiro a sorte grande, e por meio de amigo e do msn, encontro uma peróla rara , uma pessoa única e interessante para conversar. A começar, embora não conheça tanto assim, esta pessoa, já vi uma coisa que me agrada. Para quem esta procurando se encontrar na confusão de seu pensamento, é uma mulher com uma autonomia de ser fantástica. Na contramão da moda, e da maldita tv aberta, que não canso de insultar, se faz pessoa como quer, não necessita da aprovação do outro para ser. Isso é tão bom. Nós somos seres sociais, mas temos dentro uma individualidade, que faz com que cada um seja único, por isso não precisamos nem devemos nos limitar a imitar como macacos o que vemos na telinha. E nisto (um abraço ai Bárbara), é sempre bom encontrar uma pessoa como a psico-girl, que vive a diversidade. Somos todos loucos, pra que fingir normalidade? E eu tenho certeza, que por postar meus elogios, vai chover critica negativa em cima da minha pessoa. Acho que tenho que comprar uma passagem para lua, so por garantia. E agora , ta na na nan (musiquinha de suspense)... Vamos a mais um conto, so não tenho a minima idéia sobre o que. Enquanto penso um titulo, para ver se deslancha uma idéia, vou fazendo um cafézinho.

O amador

Era um homem como outro qualquer, não tinha traços que poderiam se destacar na multidão, não era rico, nem se quer sabia demais. Mas algo neste homem o destacava, apenas para quem pudesse deixar de lado o vazio superficial, e puder olhar não o seu lado externo, mas o que se passa na alma dele. Alma de amador. Alma que não mais se encontra por ai. Amava, mas amava não apenas o obvio. Amava as pequenas e as grandes coisas. Quando acordava não pensava em simplesmente agir por impulso. Não senhores e senhoritas. Este homem, ao acordar pensava. E pensava em como era bom estar vivo. Pensava em como é bom admirar o nascer do dia. Essa coisinha simples que as pessoas não fazem mais. Amava o dia, não por ser dia, mas por nele poder estar, poder respirar, viver sorrir. Amava sorrir, não por pretensa falsidade, mas por encontrar seu sorriso refletido no rosto de outros. Amava, e sim como amava, poder ouvir uma boa música, uma música que não tinha estilo, por que acompanhava seu humor. Amava os bate papos informais do dia a dia. Amava até mesmo amar. E quando a noite caia, amava pensar, coisa tão boba que as pessoas já não querem mais. E pensava, pensava nas pessoas que conheceu, nas noites que varou, na vida que tinha. Mas coitado, se por um lado seu amor se destacava, permitia a ele apreciar ao mundo, o seu amor também o isolava. Poucos eram os seus amigos. Por que apesar de amar, as pessoas não eram como ele, tentavam muda-lo. Tentavam fazer com que ele seguisse o que não era dele, mas que era o que esperavam dele. E seus poucos amigos eram aqueles poucos que entendiam, que amizade é aceitar as diferenças de cada um. Era sozinho, não por que queria, mas por que para este amador, escolher alguém para amar, não é simplesmente levar para a cama a uma pessoa. E nem se quer é estar com a pessoa por medo da solidão. Para ele amar, era querer a pessoa ao seu lado, para rir e chorar. Para se irritar, mas também perdoar. É se entregar, é aceitar as diferenças. E eis então que em um dia, que para ele era belo, apesar do que lhe diziam afirmando o contrário. Era um dia belo, de chuva, não aquelas torrencias. Uma chuvinha fina, que veio junta ao calor. Neste dia, um sábado qualquer, o amador saiu. Não levou guarda - chuva. Gostava de sentir aos pingos em seu rosto, em seu corpo. Ele saiu de sua casa, para passear, quem sabe, comprar um lanche, observar o dia que amava. Encontrou no caminho alguns conhecidos, amigos são poucos. Sorriu seu melhor sorriso. Caminhava sem rumo, mas decidido. Conversava bate papos informais, com quem estivesse disposto a falar. Pensou, que deveria ir a uma área próxima, um parque admirar a natureza, sentir o cheiro da grama molhada. Pensar um pouco sobre si, quem sabe até mesmo se encontrar na perdição da sua mente, por que não? Caminhou, foi fazer aquilo que tinha proposto. Mas acostumado a solidão, assustou-se quando viu sentada em um canto do parque, uma mulher. Mulher esta comum, sem traços lindos, ou inteligência exarcebada. Ele não entendeu a principio, o estranho sorriso da mulher. Ela sorria para si, sorria admirando a chuva fina cair. Seus longos cabelos molhados , estavam movendo ao vento que acompanhava a chuva. E o amador pensou, pensou que lhe tinham dito que toda mulher temia a chuva, temia dessarrumar o cabelo. O amador pensou que algo de estranho aquela mulher ali sentada tinha. Afinal, o que estava ela fazendo em um parque em um dia de chuva. Mas o amador também pensou que se ele próprio ali estava, e fazendo algo que era tachado como loucura, porque não dar crédito aquela mulher, e tentar uma conversa. Sentou -se ao seu lado, puxou um papo com um sorriso meio torto. E descobriu que ela era também uma amadora. Amava sobre todas as coisas ao amor. Sentia necessidade de pensar. Sentia desejo de amar. O amador, convidou neste dia a amadora, para sairem, tomarem um café em um lugar mais apropriado. E caminhando ambos se pegavam a sorrir. Aquele sorriso que sabiam refletido um ao outro. Admiravam a paisagem do caminho, mas sabiam que mais importante de tudo, nascia ali um sentimento. Não eram bobos a ponto de pensar que já sabiam tudo um do outro. Nem se quer sabiam aonde aquele caminho da vida podia levar. Mas como amadores, sabiam que o caminho é mais importante que o destino. E pouco a pouco, assim devagarzinho foram se conhecendo. Um novo mundo se abriu a ambos. Um mundo que deixava de lado a solidão, para construir a relação. A relação que levam hoje juntos. Suas diversidades juntas , completando um ao outro. E para aqueles que os encontram na rua , para um bate papo informal, a esperança toma lugar, o sorriso dos dois, o beijo trocado, o cumplice olhar, deixam ao observador com a certeza de que o mundo, apesar de todas as injustiças, pode ser sim belo.


Pós - scriptum

Bom fui ler um texto de um cronista que fala do uso do P.S nos dias atuais, não resisti e estou aqui mandando um P.S básico. Sei que o conto de hoje não é dos melhores, mas espero que no geral tenham se divertido, e pensado nas reflexões ai de cima, quem quer pular etapas o post ta multi colorido , o que deixa mais fácil de achar os assuntos de hoje. No mais, abraços a todos, e um recado que se lido a tempo pode ser útil, caso contrário vale como piada. Prepara o café ai para mim na quarta hein senhorita Bárbara? Já marquei a visita na agenda. Até o próximo post pessoal. Os erros de português é por preguiça de analisar palavra por palavra.

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Garota da lua

Não sei como o fato se deu, nem se quer de onde surgiu, quando vi já tinha acontecido, já havia trombado com ela e a derrubado no chão. Não pude deixar de notar enquanto a ajudava a se levantar, seus traços diferentes. Não me entendam mal, não era feia, muito pelo contrário, eu estava diante da garota mais linda que já havia visto, mas ainda assim, notava-se algo de incomum em seus traços, algo indefinido, isto claro, além de seu cabelo tingido de verde. Ela incrivelmente branca, pálida, se levantou e me olhou, com seus olhos que ao mesmo tempo que demonstravam sabedoria e nada revelavam. Não sou do tipo que se apaixona à primeira vista, mas confesso, meu coração acelerou quando fitei seu olhar. Ela carregava junto a si alguns livros, que como leitor confesso, aproveitei para olhar, e buscar algum que me ajudasse a puxar assunto. Não me lembro qual, afinal não era leitura o que procurava, mas certo é que enfim achei algum, enquanto os recolhia do chão que pude comentar. Como ela não me evitou, aproveitei e me ofereci para carrega-los, afinal é isto que um cavalheiro deve fazer não é? Sem segundas intenções claro. Enfim, durante a caminhada (ela estava indo em direção ao cursinho) conversamos um pouco, trocamos nomes, e ficaria nisto apenas, geralmente sou muito tímido para poder "cantar" uma garota. Mas esta exercia em mim uma enorme atração, quase irresistível; juntei toda a minha coragem e convidei a ela para comer alguma coisa, antes que seu intervalo acabasse. Para minha surpresa, ela não somente aceitou, como também me disse que já não estava interessada em ver aulas, e como ela estava gostando do papo, preferia ir a algum lugar em que pudessemos conversar, fomos então ao shopping, pedimos uma pizza, e refrigerantes. E continuamos a nossa conversa. Descobri então um pouco da vida dela, morava sozinha, em uma região próxima, mudou-se fazia pouco, tinha um grande interesse em conhecer as pessoas, em entender como o ser humano pensava e por isto mesmo, iria tentar a faculdade de psicologia. Sorriamos, eu me admirava com ela, com seu olhar, com seu jeito incrível. Perguntei delicadamente sobre a cor do cabelo dela, e ela sorrindo disse que era super normal usar verde , como ela mesma era normal, afinal o mundo é louco, nós somos os normais .Decidimos ver um filme qualquer, e com isso tentar evitar o fim do dia que aproximava e com ele o fim de nosso encontro casual. Mas como diz o ditado, tudo que é bom dura pouco. O dia terminou, trocamos telefonemas, e ficou por isso mesmo. Ou quase, por que durante toda a semana não conseguia tirar a imagem dela da minha cabeça. Que mistérios a rondavam? Aonde estaria agora. Tomei coragem liguei para ela, e de novo ela se interessou em sair. Comecei até mesmo a me acostumar com isso! Claro, que deixando de lado as brincadeiras, dada a hora de encontra-la minhas mãos tremiam, minhas pernas não queriam obedecer, mas meu meu raciocínio se impôs, e fui ao local marcado. E que noite fantástica! Com ela eu podia rir, podia ser eu mesmo, podia mostrar todos os meu lados, ao mesmo tempo que me encantava conhecer todos os pormenores dela, saber todos os detalhes que unidos serviam para lhe dar forma. E conversamos, de tudo, de nada, de todos e de ninguém, dos antigos amores, das futuras esperanças e o tempo, esse sim cumpriu sua missão e novamente deu um aquele pedaço da noite. E eu que julgava novamente a ter conhecido, e com isso não ter mais surpresas, fui surpreendido com um convite para sua casa. Dessa vez nem hesitei, aceitei , e para lá nos encaminhamos. Uma vez na casa, me mostrou o local, me ofereceu uma cerveja, que aceitei, e fingi beber, embora quase nem tocasse no copo, não por que desgosto, mas sim por que suas palavras absorviam minha atenção. Me mostrou seus cds, me pediu para escolher um som. Pedi a ela que me surpreende-se. Começou a dançar, ao som da balada, em minha direção. Mal eu sabia aonde olhar, com vergonha de fixar em seu corpo. Me beijou, sentou em meu colo. E eu, o homem da relação me deixei levar. E assim juntos fizemos amor, e digo amor, por que mesmo os mais céticos, hão de concordar, que duas pessoas pessoas apaixonadas, mesmo que por um curto período de tempo, que resolvem fazer sexo, com um enorme carinho, bom isso é fazer amor. E naquele momento nos amamos. Delicadamente, suavemente. Beijos pelo corpo. Sussurros nos ouvidos. Mordidas no pescoço. Êxtase. Depois tomamos um banho. Fizemos mais amor, no quarto, tanto nos queríamos, que tanto nos abusávamos. E por fim com ela deitada em meu colo, cansados, suados, em um momento de fraqueza, confessei minha súbita e rápida paixão. Confessei que os mistérios em seu olhar me haviam fascinado. Que seu corpo me seduzira. Que sua alegria me contagiara. Era então naquele momento, um retrato de um embriagado de amor, um leitor de romances. O último romântico de um mundo no limite. E ela riu, confiou-me então o seu segredo, disse-me que ela também nunca agira daquela forma, nunca sequer convidara amigos para sua casa, quem dirá amantes. E ainda rindo disse: "Somos dois loucos de planetas diferentes que vieram a se encontrar. Eu sou a garota da Lua, perdida na Terra, que em sua perdição, encontrou você o garoto de Marte, para acabar com a minha solidão". Rimos. Hoje, minha garota da Lua , agora mulher, se casou com seu homem de Marte, e criamos juntos os filhos dessa nossa união.

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Now playing: James Blunt - One Of The Brightest Stars
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quarta-feira, janeiro 28, 2009

Peixinho dourado

O dia que te conheci, me lembro bem, caminhava em direção ao mercado, ia comprar alguma coisa que já me esqueci, encontrar uns amigos, tomar uma cerveja. Foi quando olhei de lado, te vi, toda mulher , toda linda, toda triste. Pensei em seguir caminho, mas ao ver suas lágrimas, algo tocou em mim, resolvi parar. Caminhei até você, sentada em seu canto a chorar. Perguntei se queria ajuda, nada disse, falei muitas bobagens, agora sei, e afinal em uma delas olhou para mim. Perguntei seu nome, disse-me o seu, levantou-se, e juntos nos pusemos a caminhar. Sentindo você pouco a vontade, peguei a falar da vida, de quem era, para aonde ia, e quando por fim conseguiu, me contou suas tristezas, chorou em meus ombros, e agradeceu. Lembrei então de uma história que havia lido, em que falava que deviamos ser como os peixes dourados, pois estes se adaptam a quase todos ambientes, vivem por um longo período, e apesar de algumas pessoas os criticarem por so lembrarem de algo por três segundos, isto é o que os torna especiais, pois assim não sentem falta ou culpa pelo passado, e so se dedicam ao presente. Você sorriu, não acreditou, mas aceitou meu convite para irmos comprar um peixinho dourado para que você cuidasse. Compramos, rimos, o dia não parecia ter fim, e quando enfim anoiteceu, me disse que não queria ir para casa, que não podia ficar sozinha, não aguentaria a noite assim. Convidei você a minha casa, relutante você foi. E neste dia dormimos, simples assim dormimos. Próximos um ao outro, ouvindo nossas respirações dormimos. Ao acordar, me surpreendeu a te olhar, tão linda, tão única, e com um sorriso, me deu bom dia e me beijou. E como foi bom, este primeiro momento, nossos corpos se tocando, agora com desejo, minha boca na sua. E com a calma dos amantes, fomos juntos ao banho, nos amando, nos tocando. Minha boca conheceu todo o seu corpo, a sua ao meu. Toques sutis, toques desejosos. Seus seios em mim. Meu sexo em você. O tempo passou, aprendemos a nos amar. Você mudou para minha casa. Vi você se tornar de novo uma pessoa feliz. Fizemos planos, desejamos mais. O mundo a nossa volta não existia se não para nós dois. Pensamos em nos mudar, em quem sabe, ter uma casa maior, e no futuro, termos um filho, ou uma filha que culminasse ao nosso amor. Cuidamos, de nosso peixinho dourado, e sempre que o víamos, lembravamos do ínicio. No meu amor sonhador, lhe fiz juras promessas, cobri tua cama em rosas seu aniversário, deitei-me com você sobre elas, e nos amamos loucamente. Para mim so havia você, e com você a vida seguia. E então, sem motivo sem razão, você adoeceu. Nenhum médico conseguiu lhe ajudar, e a morte assim sem mais, levou você de mim. Meu amor, meu coração que se perdeu, enterrado com você. Hoje olho o peixinho dourado, lembro do que fomos, sento em um canto, e sou eu quem me ponho a chorar...

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segunda-feira, janeiro 26, 2009

A república

Era uma vez uma casa, nesta casa vivia uma familia, mas a familia como toda familia, resolveu viajar, deixaram então apenas uma pessoa para cuidar da casa. Essa pessoa resolveu chamar alguns amigos, para que pudessem compartilhar da casa. E no ínicio dois destes amigos, para lá foram. Um deles criou até mesmo raízes no sofá, no qual ele se deitou e quase nunca se levantava. E tudo corria bem, Deus (Osíris) provinha o que precisavamos (a cerveja), e viviamos felizes. Mas como tudo na vida, a situação mudou, começaram a surgir novos convivas. Apareceram donos de bares, seres com tentáculos, ex namoradas, álcoolatras em geral; a perdição se formou. E todo dia , um ninguém José acorda já deitado , quer dizer, deixando os Los Hermanos de lado, todo dia , o dia so nascia a noite, e nascia já bêbado, seguia madrugada a fora, dia adentro, e terminava por poucas horas. So se alternavam os convivas, em alguns dias, chegavam a casa candidatos a vereador, em outros ilustres psicólogas, e assim por diante. A vida era uma festa, alguns até banda tentaram montar!!! Na base de um berrante, um sino, um batuque e muita bebida surgia ai uma banda. Nas folgas, a república resolvia trabalhar duro, e ir acampar no Bicame, ou participar de um churrasco lá, no qual alguns membros da república se travestiram de Batman. A comida? Na necessidade aprende-se de tudo, comesse de pasta a la exorcista, a pizza feita com biscoito cream cracker, ou qualquer coisa que houvesse pela frente quando não havia na república um cozinheiro de verdade. A faxina era apenas para não acumular lixo, limpava-se tudo a tarde, para uma hora depois voltar a sujar. Como toda república que se preze era músical. Ouvia-se de tudo e mais um pouco. Algumas vezes surgiam uns malakos, mas a república se unia para impedi-los de fazerem besteiras. Cerveja sim cerveja não, uma boa idéia surgia. E o tempo foi passando, algumas pessoas se perguntavam por quanto tempo , os habitantes da república sobreviveriam. Mas eles sobreviveram, assistindo muitos animês, rindo bastante, bebendo muito. Alguns mudaram com a experiência, e ficaram carecas, outros sumiram do conhecimento público. E depois de tanta festa, o que fazer? Participar do baile de formatura de seu amigo R.P (relações públicas). Que como todo baile de formatura (de faculdade) foi ótimo. Desnecessário dizer que bebida sobrando, etc... Paga-se por isso. Mas muito bom, e que saudade dá. Saudade dos tempos em se curte com sua sala, que quanto mais tempo juntos passam, mais amigos se tornam, saudade daquele clima gostoso. Mas é assim mesmo, mal mal a república se desfez, e já posso dizer tambêm, ahh que saudade da república!!!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Love history in UFMG dark times

Estava a minha pessoa no dia presente realizando uma deliciosa redação na Faculdade de letras da UFMG, quando me dei conta, acabei! E ainda não podia sair da sala (tempo de sigilo). Esperei, esperei, esperei. Olhei o teto. Nada. Meia hora, nada. Uma hora nada. Me veio a idéia, vou escrever bobagens no rascunho, não usei a parte de rascunho mesmo. Fiquei com medo , dei pra trás. Resolvi então escrever no comprovante de inscrição da segunda etapa. O que se segue abaixo é a transcrição do papel para cá.

A love history

Era uma vez uma amêndoa gigante, e adivinhe so? Ela também falava, tinha pernas e a tardinha quando o sol se punha, colocava-se a correr. Não era muito de sair a danada, mas quando saia, ah! Como era levada. Dançava o break até o sol se por. Um dia, a amêndoa que se chamava Jane, encontrou o seu Tarzan. Era um belo dia aquele. O sol brilhava como nunca, as ruas riam de mansinho. E como toda vida que se encaminha para a morte, ia-se a Jane para a padaria de encontro ao seu amor, quando abismada olhou para dentro da padaria e avistou ele! O seu Tarzan, moreno , cheiroso, quente. Tarzan, conhecidissimo por sr. Café, estampava alegria por onde passava. Andava sempre com sua cachorrinha, miss fifi. E que paixão!! Sr. Café que já era quente por natureza, quase transbordava de alegria, senhorita Amêndoa por sua vez, estalava sua casquinha, quase se abrindo de amor, em sorrisinhos ternos. E assim se conheceram, em um incrivel happy ending se casaram, hoje moram juntos, e acrescentaram à familia, seu mais novo membro, o pequeno capuccino, que chegou para fazer compania a já então nascida filha do casal , miss Sukita. Um dia se separam, mas até lá vivem uma bela relação!

The end

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