Ela, a mulher, passa, sorri, e conquista corações. Com seu rebolado, com seu gingado sensual atrai olhares de quem por perto esta. Ela que com toda sua beleza, se chama mulher. E mulher esta que esteve presente em toda sociedade, e sempre foi injustiçada. Mulher que lutou bravas batalhas, e amou loucamente. Mulher que foi mãe, cuidou, amou , criou. E ela, por mais que ele, que o tal homem, negue, é ela sim, é ela quem manda. E como todos sabem, a última palavra do homem é "sim senhora". E quando ela se faz ausente, como esse homem sofre. Ele finge que não, enche a cara talvez, ou fica apenas em casa , sozinho, quando lhe perguntam tudo esta bem, o que é uma mentira. Por que este homem sabe, que para ser completo, ele precisa dela. E ela, ah, ela, como sabe provocar, sabe se vestir, sabe como incitar o desejo. E ele só sabe cair em seu jogo. Cai o seu queixo, e ela o conquista. E como não dizer sobre seu corpo? Sim o corpo dela, que o homem quando é adolescente afoito, não se aguenta, que possui-lo de uma só vez. Mas quando o homem homem se torna, começa a perceber, a delicia de admirar seus detalhes. Seus seios, que perseguem o homem mesmo em seus sonhos, seus contornos, que o seguem na mente aonde quer que vá. E quando os corpos se unem, e se completam. Homem e mulher como um, o mundo para. Nada mais ao redor tem importância, só aquele momento. E que o mundo acabe. Para eles, nem isso importa mais. E ela, ela que as vezes se tem morena, outras branca, as vezes é loira, as vezes ruiva, mas sempre ela toda mulher, faz do homem mais feliz. E como o homem a quer. Ela, que as vezes chora, e não homem que não queira consola-la, tocar seu rosto, limpar suas lágrimas. E ela, que o homem conversa sempre com o amigo, e sempre faz um desdém, mas é ela, que o mesmo homem ao fim procura. O que seria do homem sem ela? Prefiro se quer pensar. Melhor pensar nela, mulher que entra em meu comôdo escondido no canto do coração, se apossa, faz dali seu lar. E não bastasse ela tomar lugar na mente e corpo do homem, ela nunca deixa de o surpreender. Ele envelhece, e ainda olha para ela mulher com desejo. Ele se torna mais sábio, e ainda basta que ela lhe dê um único sorriso para que seu coração derreta. Ele já não é mais o mesmo, e sua vida ainda continua a girar em torno dela. Dela mulher. Ela que nos toca. E brava, lutadora segue adiante, com seus sonhos, seus desejos, sua beleza, seu encanto. E ela que esta na poesia dos grandes escritores. Esta na literatura de todos. E que alguns até dizem, que sem ela, sem a musa, é impossivel escrever. Por que ela é inspiração, ela é paixão. E eu? Eu que escrevo essas linhas, so posso dizer, que deixo aqui minha singela homenagem, a ela, que é todas. A esta mulher que todos nós homens queremos ao nosso lado.
domingo, setembro 28, 2008
quarta-feira, setembro 17, 2008
C'est L'amour
Mais um tópico, mais uma ressalva. Desta vez duas por sinal. Primeiro não sei falar, ler ou escrever em francês salvem algumas poucas frases, portanto me perdoem caso o título esteja escrito de forma incorreto, de qualquer maneira a intenção do título é clara. O segundo ponto é o seguinte, embora por ser um blog, em muitas ocasiões, uso de informalidades, opiniões, e ironia (como não poderia deixar de ser), ainda assim tenho uma formação acadêmica, o que significa que não tiro as idéias do ar, ou do nada. A estrutura dos textos são influenciadas pelo conhecimento adquirido , e com isto quero deixar claro, conhecimento não é fé, não é achodromo. Conhecimento é empirico. Conhecimento tem como ser constatado. Dito isto vamos ao que interessa. Ou não; antes que me esqueça, se alguma pessoa quiser ler neste blog, artigos humorísticos como os anteriores, basta me pedir e fornecer algum tipo de conteúdo, enquanto isso vou debatendo algumas idéias. Agora sim. Ao que interessa. O amor. E vamos começar botando fogo na lenha. O amor é uma construção socio-histórica. Isto mesmo. O amor não existe desde tempos imemoriais. Ele mudou de tempos em tempos. E nem sempre foi algo bonito de se ter e ver. Se for fazer uma revisão inteira de todos pormenores que cercam este assunto, ficaria aqui o dia inteiro (ou mais, já que isto dá uma pequena monografia), vou me limitar a alguns exemplos, explicações e detalhes. E para começar, é necessário falar da condição da mulher. A mulher durante um longo período histórico foi anulada, sua única importância se dava como procriadora. Seu valor se limitava a isto. E em uma sociedade patriarcal, com a mulher anulada, o amor, é claro, não poderia ser tal qual hoje. Em algumas sociedades, como a Grécia antiga, e Roma, o amor decorria de forma homossexual , geralmente entre companheiros de guerra. A mulher era escolhida pelo companheiro visando apenas estabelecer uma união que fornecesse privilegios sociais, e que pudesse pela mulher, gerar herdeiros (sexo masculino mesmo), que levassem o nome do pai. Como dito antes, rever todas sociedades demoraria demais, para um blog, vou então pular alguns pontos. Para exemplificar esta variação do sentimento amor, cito um escritor/época, o escritor se chamava Johann Wolfgang von Goethe (1749/1832), cujo qual ao escrever um livro intitulado Os sofrimentos do jovem Werther (1774), lançou uma nova visão da idéia amor, e desencadeou pela Europa da época, uma forma de amar, que considero correto chamar de amor gótico, o amor exarcebado. Suicidar por amor era considerado algo sublime, belo, quase sagrado. Claro, que isto também mudou, do contrário a sociedade estaria bem menos populosa é certo. Neste momento o(a) leitor(a), pode pensar, que a visão do amor, mudou sim, mas que mudou somente a visão de amor heterossexual. Bom, então agora vou citar uma outra forma de amar, o amor paternal. Amar os filhos, todos dirão que é prática comum, e que existe desde que o homem existe. O que claro é pura bobagem. A infância foi construída bem recentemente , com a ascensão do capitalismo, e por meio de alguns pensadores, tal qual Jean-Jacques Rousseau. Nascimento, 28 de Junho de 1712 · Genebra, Suíça. Falecimento, 3 de Julho de 1778. Não vou entrar em detalhes sobre a obra de cada autor, devido ao fato que isto seria outra monografia a se criar , cito alguns apenas para cituar tempo/espaço/idéia do social. Retomando o assunto. A sociedade durante uma grande parte de sua existência, tratou de suas crianças, como pequenos adultos (o próprio termo criança, ou o termo infância, foram criados já no capitalismo). Como pequenos adultos, eles se vestiam como seus pais, e tão logo conseguiam, aprendiam e exerciam a profissão determinada pelos pais ( que no caso da mulher era unicamente cuidar da casa e se preparar para ser uma boa esposa, e do homem seguia ao que o pai fazia), assim sendo se o pai trabalhava no campo, o pequeno adulto assim que conseguisse iria com o pai, arar o campo, plantar etc. A pequena mulher por sua vez aprendia a cozinhar, lavar, etc. Era comum , pequenos adultos morrerem, o que em momento algum era tido como trágedia. O apego pelas crianças é fato recente. O capitalismo (devido a uma série de fatores, que não entrarei em detalhes) precisa da infância, precisa de uma distinção entre idades, e por isso cria-se várias critérios e áreas que definem a cada faixa etária. E a partir disto, que começa-se a idealizar a criança, a amar a criança. A quem interessar, procurem saber quando se criaram orgãos de defesa a infância, ou mesmo leis, e poderão ver isto claramente. Mudando agora o enfoque. E o casamento? Este por sua vez nada mais foi do que uma forma de manter a estrutura social, e claro estabelecer gerações. Casamentos eram feitos por classe, por interesse. Nobre se casa com nobre. Passa - se o tempo, muda-se alguma coisa? Não. A alguns anos atrás, e por alguns, digo alguns poucos mesmo. Pensem no Brasil, a poucos anos atrás. A separação era proibida, pela igreja principalmente. A união so era aceita se por classes semelhantes. Ou você acha que a cinquenta anos atrás, um negro poderia se casar com uma branca? Um pobre com uma rica? Jamais. E mudou? Fingimos que sim, dizemos que hoje não há interesse. Mas é claro, sempre que um dos exemplos acima ocorrem, um problema surge. Os pais não deixa, a familia deserda. Ocorre a união? Em alguns casos sim. Mas a sociedade ainda torce o nariz. Somos preconceituosos. E temos como base de nossa sociedade a igreja católica (cada um tem sua fé, repito aqui, isto não é sobre fé, é análise da sociedade pelo empirismo); o Brasil foi construído com base no catolicismo. E nossa base, é a de construir familia, de uma forma x, com caráter x, herdados da igreja. Há quem quebre padrões claro, mas são exceções, e aqui falo das regras, do geral. O que nos leva agora , depois de uma breve análise (ficarei honrado caso alguém queira debater o assunto comigo), vamos a atualidade. Antes uma outra ressalva. Muitos países tem a mesma estrutura do Brasil, outros não. Não estou falando de nenhum outro país, além do Brasil. Para analisar outros países, eu teria que visitá-los e estuda-los. Me limito aqui ao que conheço. As observações agora. O amor, a idéia do amor presente no capitalismo atual , é tema de longo debate, o que citarei são pontos. Por exemplo. O amor paternal se firmou na sociedade e dificilmente deixara de existir, uma vez que é incrivelmente lucrativo. O amor com conteúdo sexual (independente da orientação sexual), este que irei citar. O que pode-se perceber é que o amor de hoje, é um amor egoista. O amor romântico, o que leva a pessoa a realizar absurdos, não existe mais. O amor de hoje, é aquele, que traz a cada individuo um sentimento, uma emoção benefica a ele(a). Por exemplo. Se uma pessoa é muito diferente da outra, haverá brigas, e provavelmente o término. Citando situações reais. Para cada situação imaginem um casal que tenha ambos trinta anos (a personalidade formada). Bom se um dos dois é álcoolatra, e o outro(a) não, pode-se tentar mudar ao outro(a) mas dificilmente (sem ajuda profissional) consegue-se. O que acontece é o término. Em caso mais suave, casal, em que uma das partes gosta de fumar maconha, a outra não. Mesma coisa, uma hora um se irrita com o outro. So caso assim? Claro que não. Vejamos um caso simples e comum. Uma das partes, gosta de doar mensalmente um valor x para uma instituição x, esse (a) pessoa, acredita na instituição, acredita que esta ajudando alguém, mas seu (sua) companheiro(a) acha uma bobagem. E todo inicio de mês, quando vai haver a doação de dinheiro, critica, briga. Fala que o dinheiro poderia ser usado para pagar uma conta x. Em outras palavras, esta pessoa pode não saber, mas esta destruindo as esperanças e a fé do companheiro(a). O casal pode se manter unido, mas com certeza cheios de problemas, e infelizes. E por isso, que hoje, cada vez mais, mesmo que de forma inconsciente, buscamos o amor egoista. O amor que antes de mais nada vai dar uma proporção muito maior de prazer que dor. Embora não exista um sem o outro. Mas proporcionalmente falando, é o amor idealizado hoje. Cito aqui a letra de uma música, do que é para mim, o maior compositor vivo deste Brasil, Chico Buarque. A música se chama você não saber amar. A letra: Você não sabe amar, meu bem,
Não sabe o que é o amor
Nunca viveu, nunca sofreu,
E quer saber mais que eu
O nosso amor parou aqui
E foi melhor assim
Você esperava e eu também
Que fosse esse seu fim
O nosso amor não teve querida
as coisas boas da vida
E foi melhor para você
E foi também melhor pra mim
Não sabe o que é o amor
Nunca viveu, nunca sofreu,
E quer saber mais que eu
O nosso amor parou aqui
E foi melhor assim
Você esperava e eu também
Que fosse esse seu fim
O nosso amor não teve querida
as coisas boas da vida
E foi melhor para você
E foi também melhor pra mim
E a letra exemplifica, muitissimo bem isto que estou escrevendo. O amor de hoje é isto, é um amor que buscamos sempre o que há de melhor, o que há de bom. E neste ponto, fecho, sem deixar criticas, sem desta vez, usar de uma explicação sobre o que penso disto, deixo o convite para quem quiser debater o amor de hoje (não pelo blog, ou email, fone, ou ao vivo, quem não possuir nenhum destes deixe recado com possibilidades de resposta), e deixo uma indagação, qual o tipo de amor que você esta vivendo?
sexta-feira, setembro 12, 2008
Pequenos milagres no dia a dia
Iniciando mais um post, para variar escrito no decorrer de uma noite mal dormida, vou esclarecer logo assim de repente: - Quando falo em milagres não me refiro a religiões, seja elas quais forem, e não pretendo em momento algum, discutir teologia, ou mesmo a visão particular de que cada pessoa possa ter sobre o assunto. Quero deixar isto bem claro, para poder falar de algo assustador no mundo de hoje. E algo que percorre gerações, e esta presente em cada um de nós, e se quer notamos. Não tenho como definir este "algo", esta "coisa", em uma única palavra, mas usaria uma que melhor se aproxima da intenção. E é esta palavra insensibilidade. Isto mesmo, insensibilidade. Claro, que tem a pergunta, e como assim? e o que isto tem a ver com milagres?. Explico. Nós criamos uma sociedade, em que o normal é o degradante. Nossos jornais, nossos filmes, jogos, e tantas outras coisas, o que são? Não passam de um retrato cada vez mais cruel da violência. Um jornal hoje em dia, tem a venda proporcional ao número de mortes que noticia. Filmes, que trazem reflexões produtivas são logo dados como "cults" , não vendem não saem, o que vende é o horror, a violência. Jogos, nem preciso citar, é tema constante de debates. Deixo claro, não sou contra, ou não faço uso de uma falsa hipocrisia e digo que não jogo, não vejo, não leio a isso. Eu faço parte da mesma sociedade a qual critico, e uso dos mesmos meios tanto de comunicação quanto do resto. O que critico , não é a presença da violência em nosso meio (violência enquanto noticia, ou entretenimento), o que assusta. O que realmente assusta é o valor que atribuimos a isto. É a visão , quase prioritaria, quase de necessidade, a este tipo de sociedade. Hoje existe uma supervalorização da violência, que percorre todos os meios, e que nos torna co-autores, e co-dependentes dela. A pouco tempo atrás, assisti a um filme, em que o assassino prende suas vitimas em armadilhas, que são exibidas em um site, e quanto maior o acesso ao site, mais letal as armadilhas, chegando por final a matar as vitimas. E o detalhe é: Isto que nos tornamos, nós produzimos uma sociedade em que a morte se tornou produto, que a violência e o sofrimento são vendaveis. Existe solução? Existe. Isto é certo. Quais? Não sei. Mas aqui justifico o titulo e digo o motivo do termo que usei. Insensibilidade. Nós, e isto de certa forma é um apelo, deveriamos nos lembrar constantemente , não do mal que há, e sim do que eu chamo de pequenos milagres. E o que são estes pequenos milagres? Vou explicar os que eu vejo às vezes, se você que esta lendo entender, vai saber indentificar alguns, que eu mesmo deixei de passar. Então vamos lá, para não ficar muito sério, o primeiro milagre que posso dizer, é o fato de ainda haverem pessoas que lêem meu blog!!!! Brincando. Voltando ao papo sério. Citei este exemplo para uma amiga. Em meio a tanto caos, é um pequeno milagre aquela mãe, que todo dia acorda já cansada, para ir trabalhar, e ainda assim antes de ir, beija seu filho e o diz que o ama. É um milagre, ver nascer o sorriso, no rosto de quem se ama. E se nós, por si só, já não somos milagres em nossas quimicas do dia a dia, ainda consigo me admirar em ver o sol nascer, de prefêrencia se estiver com amigos, com um violão. E aquela pessoa, que depois de tanto sofrimento, de tanta perda, ainda consegue sorrir, e de braços abertos acolher aos outros e ajudar. E isto minha gente, isto é o que deveriamos ler nos jornais, é esta mensagem que devemos passar. Parece útopico, mas não é. Toda pessoa que eu conheço, sei que já teve contato com alguém que sofreu e se reergueu. E isto é um pequeno milagre. E meu amigo, minha amiga, não sei quem ao certo quem realmente lê a este blog, mas se você chegou até este desfecho, peço, que repare nos pequenos milagres, e se puder depois me conte, e viva você mesmo (a) um pequeno milagre. Vá a um parque , encostar em uma árvore e relaxar, ato tão simples, e que tantos negam dizendo que não possuem tempo. Viva um grande amor. E como dizia o poeta, amor de verdade não é para toda vida, mas que seja eterno enquanto dure. Sorria, quando você sorri, você não sabe, mas se tem alguém te observando, vai sorrir também. Pergunte aos outros como eles estão, mas pergunte querendo realmente saber. E ouça a resposta. Precisamos aprender a ouvir. E deixo por hoje um grande abraço. Um abraço carinhoso e sincero, porque abraçar é muito bom. Até outro post pessoal, e deixo um clipe bacana para vocês verem, e uma recomendação para ouvirem : Bruna Caram, excelente cantora, excelente escritora (ela tem um blog , so procurar pelo google galera), otimas músicas em seu cd de estréia. Recomendadissima (se algum dia ela me permitir posto um videoclipe dela). Agora vou de fato. Abraços.
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